terça-feira, 21 de julho de 2015

MIASMAS PELA VISÃO DE VÁRIOS AUTORES



Miasmas
KENT
Atribui as doenças crônicas ou miasmas a desordens hereditárias de natureza moral.

JOSÉ ALBERTO MORA e ELIETE M. M. FAGUNDES
Estado crônico patológico caracterizado por exagerada predisposição a determinadas doenças, evoluindo dentro de padrões reativos mais ou menos constantes. Os franceses relegaram este termo, substituindo-o por diátese crônica.

OLNEY LEITE FONTES
Miasma, ou diátese crônica, representa a predisposição, congênita ou adquirida, que os tecidos têm de reagir de modo especial a certos estímulos, como expressão da suscetibilidade individual, ou seja, miasma é o estado crônico patológico que evolui dentro de dados padrões reativos, caracterizado por elevada predisposição a determinadas doenças.

Psora:
PASCHERO
Relaciona Psora á neurose de angustia, enfatizando a importância do psiquismo moral.

ORTEGA
Reconhece como forma de alteração das funções celulares relacionados aos defeitos. Nas afecções degenerativas a Psora seria o substrato que perturba a nutrição.

JOSÉ ALBERTO MORA e ELIETE M. M. FAGUNDES
Termo designado de doenças caracterizadas por periodicidade e alternância entre manifestações cutâneas, serosas e mucosas, com distúrbios internos, sobre terreno predisposto a afecções parasitárias. Em outra definição, seria estado de auto-intoxicação por insuficiência de eliminação.

ELIETE M. M. FAGUNDES
Atualmente esta reconhecida a etiolgia múltipla da Psora, nos desvios de higiene e desregramentos de conduta acarretados pela civilização, acrescido pelas agressões contínuas do meio ambiente que estigmatizam a sociedade.

OLNEY LEITE FONTES
A psora instala-se quando o organismo esgota suas possibilidades defensivas, procurando alívio por meio de fenômenos episódicos e alternantes de descarga de toxicinas. O estado reacional da psora refere-se a alergias e manifestações cutâneas, serosas e mucosas.

Sicose:
ORTEGA
Reconhece como forma de alteração das funções celulares relacionado aos excessos. Nas afecções degenerativas a Sicose acarretaria acúmulo de detritos.

JOSÉ ALBERTO MORA e ELIETE M. M. FAGUNDES
Termo designativo das doenças caracterizadas clinicamente por crescências cutâneas e dependentes, Segundo HAHNEMANN, de infecção blenorrágica. Atualmente está firmada a sua origem multifatorial sobre um terreno predisposto.

ELIETE M. M. FAGUNDES
Atualmente a sicose assumiu grandes proporções em conseqüência do progresso e industrialização, fonte inesgotável de causas indutoras de mecanismos desencadeantes de “modo sicótico”. Representa a tentativa de manter a homeostase frente ao agente nocivo que superou as possibilidades de eliminação e compensações fisiológicas, obrigando a mobilização da defesa em nível celular, caracterizado pela retenção hídrica, retardamento de trocas celulares, supurações crônicas e neoplasias benignas.

OLNEY LEITE FONTES
A sicose instala-se quando o organismo altera a quantidade ou qualidade das eliminações ou bloqueia as toxicinas em órgãos ou regiões circunscritas, originando neoformações. O estado reacional da sicose relaciona-se com as excrescências verrucosas (verrugas, condilomas etc.).

Luetismo:
ORTEGA
Reconhece como forma de alteração das funções celulares relacionados às perversões da mente. Nas afecções degenerativas o Luetismo (Sifilinismo) tenderia a destruição.

JOSÉ ALBERTO MORA e ELIETE M. M. FAGUNDES
Significa terreno modificado por condições hereditárias ou adquiridas, especialmente pela a sífilis-doença, mas também por outras causalidades, entre elas o alcoolismo.

OLNEY LEITE FONTES
O luetismo, ou a sífilis, instala-se quando o organismo tentar livrar-se das toxicinas ou adaptar-se ao estresse persistente, sacrificando os próprios tecidos. O estado reacional da sífilis esta relacionado com a tendência á destruição dos tecidos (úlceras, fístulas, furúnculos etc.). 

Tuberculinismo:
ZISSU
Define este miasma como impregnação hereditária ou adquirida pela toxicina tuberculínica, independente de lesão tuberculosa atuante.
  
HENRI BENARD
O tuberculinismo depende da presença mais ou menos discreta nos humores de toxicina extremamente difusiva, transmitida por hereditariedade e suscetível de permanecer, inofensiva, no seio da economia.

ANNA KOSSAK
Nem sempre depende da toxicina tuberculosa propriamente dita, ou da toxicina tuberculínica, mas igualmente de outros agentes ou condições mórbidas capazes de provocar ou favorece reações similares: Fatores higieno-dietéticos provcadores de desiquilibrio mineral; infecções rebeldes e recidivantes; doenças anergizatnes; suporte hereditário tubverculoso ou tuberculínico; predisposição do terreno.

JOSÉ ALBERTO MORA e ELIETE M. M. FAGUNDES
Estado miasmático independente, com etiologia própria e sintomatologia precisa, com biótipo predisponente e grupo de medicamentos afins. Sua origem é multifatorial, porém, basicamente representada por impregnação toxínica relacionada a tuberculose, com ausência do bacilo de Koch.

ELIETE M. M. FAGUNDES
É caracterizado por um ritmo rápido e regular; fisicamente, por uma síndrome de esgotamento; psiquicamente, pela predominância do sentimento no comportamento.

JOSE MARIA ALVES
Esta é uma diátese actual, identificada por Nebel e Léon Vannier. É fruto da tuberculose e os seus órgãos alvos são os respeitantes ao aparelho respiratório. Conjunto de manifestações físicas e psíquicas, bem como orientações mórbidas gerais imprimidas ao organismo por uma tuberculose que remonta a uma ou mais gerações.

Cancerinismo:
ANNA KOSSAK
Representa a condição de não resposta, em conseqüência da impossibilidade do organismo manter-se em equilíbrio dentro dos estados miasmáticos. A capacidade de auto-regulação está comprometida, os mecanismos biológicos se rompem e o organismo de desgoverna por falta de controle sobre suas reações.

JOSE MARIA ALVES
Esta diátese é fruto de estudos recentes e caracteriza-se como um modo reaccional que pende sobre o risco da oncogénese. Conjunto de manifestações físicas e psíquicas, bem como orientações mórbidas gerais que susceptibiliza o organismo na direcção do risco oncológico.


Referências:
- Ciência da Homeopatia – Livro Básico. / MORENO, José Alberto; FAGUNDES, Eliete M. M. / 7º Edição; Editora Hipocrática – Hahnemanniana; Belo Horizonte – MG; 2012.
- Retalhos Homeopáticos – Volume I. / FAGUNDES, Eliete M. M. / 3º Edição; Editora Hipocrática – Hahnemanniana; Belo Horizonte – MG; 2011.
- Farmácia Homeopática – Teoria e Prática. / FONTES, Olney Leite / 4º Edição; Editora Manole; Barueri – SP; 2012.
Homeopatia em 1000 Conceitos. /ROMANACH, Anna Kossak / 3º Edição; Editora ELCID; São Paulo; 2003

- Site: http://www.homeoesp.org/

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